Devemos considerar que o feminismo é um discurso intelectual,
filosófico e político que tem como meta os direitos iguais e a proteção das
mulheres, independentemente de cor de pele, religião, orientação sexual e nível social.
Entretanto,precisamos entender que o feminismo tem várias ramificações que o diferem, às vezes, de uma para a outra, se encontram quanto ao principal propósito que é pela luta por igualdade. Mas, cabe destacar que até no próprio feminismo existe uma luta de classes e, portanto há um notável entrave no que diz respeito ao movimento feminista multiculturalista. De acordo a María Lugones, que faz uma denuncia em seu artigo “Multiculturalismo radical e feminismo de mulheres de cor” (2005) onde ela relata sobre o “multiculturalismo ornamental” e os “feminismos brancos burgueses como parte da hegemonia cultural ocidental”. Ela retrata a questão dos feminismos que dizem incorporar as diferenças numa falsa universalização, quando na verdade esse tipo de feminismo enxerga apenas a dominação da mulher branca. Ela cita:
Entretanto,precisamos entender que o feminismo tem várias ramificações que o diferem, às vezes, de uma para a outra, se encontram quanto ao principal propósito que é pela luta por igualdade. Mas, cabe destacar que até no próprio feminismo existe uma luta de classes e, portanto há um notável entrave no que diz respeito ao movimento feminista multiculturalista. De acordo a María Lugones, que faz uma denuncia em seu artigo “Multiculturalismo radical e feminismo de mulheres de cor” (2005) onde ela relata sobre o “multiculturalismo ornamental” e os “feminismos brancos burgueses como parte da hegemonia cultural ocidental”. Ela retrata a questão dos feminismos que dizem incorporar as diferenças numa falsa universalização, quando na verdade esse tipo de feminismo enxerga apenas a dominação da mulher branca. Ela cita:
As feministas brancas burguesas, ao
ignorar a relação entre sua própria formação de gênero e a formação de gênero
das mulheres não-brancas, entendiam a lógica de “mulher” categorialmente: há
somente dois gêneros, e “mulher” tem um significado unívoco. Como vimos acima,
as mulheres brancas burguesas entendiam as particularidades da opressão das
mulheres brancas burguesas como inscritas no próprio significado da categoria
“mulher” […] Dessa forma, compreender a intersecção das opressões de gênero,
classe, sexo e raça nos capacita para reconhecer as relações de poder entre as
mulheres brancas e as de cor. Mas
também nos capacita para ver efetivamente as mulheres de cor sob a opressão ali
onde a compreensão categorial de “mulher”, tanto no feminismo branco
como no patriarcado dominante, oculta sua opressão. (LUGONES, 2005, p. 66-67)
(tradução livre)
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