sábado, 28 de julho de 2018

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O propósito deste blog é trazer uma discussão relativa ao machismo feminino, considerando que, devido essa ideologia esta já há tanto tempo inserida em nossas sociedades, por vezes não percebemos que nós mulheres estamos reproduzindo este discurso machista tão cruel. Como isto ocorre? Mulheres podem agir como um machista?
Infelizmente, posso afirmar que sim. Esta ideologia perversa vem se perpetuando ao longo dos anos, fazendo parecer que é algo que existiu desde sempre e para sempre. Sendo assim, algumas gerações absorveram de tal forma esta maldição que reproduzem inconscientemente, e às vezes conscientemente, para as novas gerações. O que devemos entender é que nossa luta não é contra pessoas e sim contra um sistema cruel, uma ideologia capitalista perversa e separatista. Assim sendo, entendo que é possível acabar com o machismo, compreendendo que a questão não é aniquilação dos homens, discordo totalmente dessa ideia e de pensar que ser feminista seja uma questão de disputa entre sexos, para mim isso não é ser feminista, é apenas uma reprodução do machismo. Portanto, penso que para acabar com o machismo, é de suma importância considerar que o único caminho é o caminho da educação para compreender a questão de lutas de classes. Para isso, devemos conhecer a história do machismo, conhecer o que é e qual a real finalidade do feminismo, considerando uma perspectiva marxista.
Mas, vamos voltar à pergunta acima? Como percebemos atitudes machistas no publico feminino? Nós mulheres somos submetidas diariamente a uma porção de exigências, cobranças, julgamentos, assédios por todos os lados... Através da mídia, pelo capitalismo através dos shoppings, supermercados nos empurrado goela abaixo a ditadura da beleza. Determinando como temos que ser e agir, qual o corpo ideal, o modo de vestir, o tipo de cabelo ideal, etc. E o mais cruel foi à criação de competição que criaram entre nós mulheres para nos autodestruir. A partir do momento que chamamos umas as outras de vagabundas, fúteis, gordas, feia, entre outros termos pejorativos, estamos reforçando e alimentando o machismo. Quando julgamos as outras mulheres pondo em duvida sua capacidade intelectual tecendo comentário como: “se ela conseguiu destaque profissional, provavelmente se envolveu sexualmente com o chefe”, infelizmente ouvimos isso de mulheres também... quando julgamos outras mulheres pela maneira como elas se relacionam com seus maridos, namorados... quando passamos horas e horas criticando violentamente as escolhas de nossas amigas em relação ao parto, a quantidades de filhos que optou em ter, ou não querer ter filhos,a opção de casar ou não, a forma que gasta seu dinheiro, ou por exemplo, aquela que optou em deixar de trabalhar para cuidar da casa do filho e marido, por que não?  Ou aquela que continua trabalhando e deixa seus filhos com babá... A triste realidade é que muitas mulheres não pensam duas vezes antes de destruir a autoestima de uma semelhante. Devemos considerar que é uma atitude extremamente machista essa tentativa de destruir a autoestima de outra mulher. Esta mais que na hora de acabarmos com o machismo, para isso, acredito eu, é necessários começarmos desconstruindo esse pensamento na cabeça das mulheres através do conhecimento sobre o fato, em seguida empoderando-as!
Para finalizar este breve contexto, é relevante trazer também a questão de como reproduzimos o machismo na criação de nossas crianças. Fazemos isso no dia a dia quando repetimos para nossas crianças frase como: "Homem tem que ser cavalheiro com as mulheres", o que se deve ser ensinado é que todos os homens devem tratar as mulheres da mesma forma que devem tratar qualquer outra pessoa com respeito e gentileza, não é questão de ser cavalheiro ou não, é questão de ser humano com iguais direitos. Outra questão é quando diz ao menino: "Seja homem" ou “Homem não chora”, esses tipos de afirmativas impõe a criança que ela se comporte com agressividade e fazendo uso de poder, inibindo seus mais simples sentimentos, devemos entender que cada ser humano tem características próprias, únicas e deve ter a possibilidade de se expressar da maneira que preferir. Também quando dizemos as nossas meninas: "Meninas devem se dar o respeito", vamos entender de uma vez por todas que todo e qualquer cidadão  tem o direito a ser respeitado e o dever de respeitar o outro independentemente de sexo. E não cabe a ninguém julgar atitude, roupa ou postura de uma mulher.

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